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A Tuna Estudantil é, ainda hoje, uma ilustre desconhecida da esmagadora maioria dos portugueses. A mais me atrevo, desconhecida dos seus próprios actores, num tempo onde o efémero da «ilusão de um instante» continua, nesciamente, a vingar sobre a perenidade da História. Sempre houve estudantes brigões e provocadores, cantores de ocasião e perturbadores da ordem pública e do descanso alheio; sempre houve escolares apaixonados que escolheram o recato da noite para dar livre expansão aos seus sentimentos debaixo da janela da amada. O que não houve foi tunas. Não há até finais do séc. XIX formas de associação estudantil minimamente comparáveis às tunas. O que desfaz o mito de que as tunas nasceram "há 5 séculos atrás". E este é apenas um dos mitos que está, hoje, desmontado. Entre muitos outros. Fenómeno musical por excelência, praticamente multitudinário, com raízes fundadas no seio popular e que, no caso português, são importadas para o meio estudantil, que lhe vai dando à medida dos tempos e da circunstâncias sócio/politicas, um determinado carácter. Evolução
De facto, o fenómeno que mais nos influenciou no ressurgir desta expressão musical no seio estudantil universitário nos anos 80 do Século XX - hibernado que esteve por cá num hiato de quase 70 anos, onde apenas a Tuna Académica da Universidade de Coimbra e a Tuna do O.U.Porto existiram, em períodos de mais ou menos fulgor - foi a Tuna Espanhola a quem importamos muitos dos traços quer genéticos, quer iconográficos, misturando aqui e ali traços das nossas vetustas tunas de fins do Século XIX e adaptando o fenómeno aos tempos, numa evolução que - bem ou mal - ainda será caso de estudo nos tempos mais próximos. A Estudantina ou Tuna Estudantil - é a mesma coisa, não há diferença alguma - teve várias evoluções ao longo dos tempos e Portugal não fugiu a tal regra, naturalmente. Contudo, em períodos mais ou menos definidos, a Tuna Estudantil afastou-se do paradigma musical com mais ou menos ênfase e consoante essa mesma evolução e contexto. Não deixa de ser curioso observar que nas tunas populares, p.ex, que ainda hoje existem, os reportórios incidiam não em temas populares portugueses mas antes em música erudita ou clássica, tocada «de ouvido» por quem não tinha formação musical para reproduzir partituras: A Chotiça não é mais que um aportuguesar da Scotish, por exemplo. O mundo da Tuna Estudantil
Como bem diz Rafael Asencio, reputado investigador espanhol, ao jornal Información de Alicante, "No Século XIX entrar numa Tuna dava prestigio". É esse o desafio que se coloca, hoje: Perceber quão válida é tal afirmação. Ricardo T. |
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Qualificações
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Albums TRIM - "Trim" - 2014 Luis Peixoto e Fernando Barroso - "Pop" - 2012 Sebastião Antunes e Quadrilha - "Com um abraço" 2012 7 Luas Orquestra 20º - "Live in Ponte de Sor" - 2012 Assembly Point - "Assembly Point" 2011 Anxo Lorenzo Band - "Tíran" 2011 Sebastião Antunes - "Cá Dentro" 2009 Dazkarieh- "Hemisférios" 2009 Dazkarieh- "Incógnita Alquimia" 2006 Stockholm Lisboa Project - "Sol" 2007 Grupo de Cordas SF AAC - "No Palheiro.." 2001 |
Participações Korrontzi - "tradition 2.1" - 2013 Els Laietans - "Festa Major" - 2013 Riu - "Amb Canya" - 2012 Celina da Piedade - "Em casa" - 2012 Galo Gordo - "Este dia vale a pena" - 2012 Fetén Fetén - "Fetén Fetén" - 2011 Fred Martins e Ugia Pedreira - "Acrobata" - 2011 Galandum Galundaina -"Senhor Galandum" 2009 Canta o Galo Gordo "Poemas e canções para todo o ano" - 2009 Monte Lunai - "In Temporal" 2009 Lendas de Portugal- "colecção do expresso" 2007 Banda Futrica- "Com Zeca no coração" 2007 Quadrilha- "Deixa que Aconteça" 2006 UxuKahus"A Revolta dos Badalos" - 2006 Quadrilha- "A Côr da Vontade" 2003 Anxo Lorenzo - "Tíran" - Feb. 2010 Anaquim- "As vidas dos Outros" Março 2010 |
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Quarteto de Rock cantado em português. Quatro gerações criadas e inspiradas na vida suburbana ao redor da Grande Lisboa, encontram-se aqui no DESERTO, após 20 anos de rock em outros projetos como: Ex Votos, Sugar Baby Condoms, Khaos, MegaHertz, Lachrima Christi, Slamo, Why Angels Fall, Alternative 4, The Brunch. Reencontram-se na velha cidade que os criou e delinearam o seu próprio DESERTO. Com a inspiração gráfica de um velho amigo a completar a travessia e para contemplar o que se ouve, o que se sente! “Querem tornar-nos um deserto de cultura, um deserto de educação, um deserto de valores. A música pode mudar o mundo! Não é apenas um lugar comum… é a cultura, estúpido! Esta é a nossa contribuição!” |
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