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Origem Tradicional

Origem Tradicional – música tradicional portuguesa

Fundado em 1978, desde quando tem militado ininterruptamente pela música tradicional, o Origem Tradicional é dos grupos mais antigos da cena tradicional, folk e popular portuguesa. Tem percorrido Portugal de lés a lés, entre teatros, festivais e romarias, e, internacionalmente, em certames culturais folk e junto de comunidades emigrantes lusas, onde transmitem nos seus concertos a alegria de todo um povo e o seu património secular que, segundo eles, importa preservar.

Conta com seis trabalhos discográficos: os LP “Hei-de Subir ao Paço” (edição de autor, 1985), “Origem” (edição de autor, 1993), "Um sol maior" (Açor, 2007) e o EP "Ai bira que bira..." (Açor, 2011), o EP de Natal “Linda Noite” (edição online, 2013), estando a lançar o seu quarto álbum LP, "As boltas do bira" (Açor, 2014). Sem desvirtuar o seu passado e as suas sonoridades, querem que o novo álbum marque um ponto de viragem, tornando o seu som mais contemporâneo, voltado para um futuro que está aí, onde querem ter um papel importante na mostra da riqueza das nossas tradições às novas gerações e aos povos de todo o mundo...

Inserido no Grupo Cultural de S. Mamede de Este (Braga), fundado a 14 de Fevereiro de 1978, o Origem Tradicional assume a sua paixão pela música tradicional, dedicando-se ao estudo e à divulgação do nosso património etnomusicológico, entre viras, malhões, chulas e demais ritmos do folclore português.

Origem Tradicional tem sido presença assídua em Teatros, desde o Theatro Circo e o Teatro Vita, em Braga, ao Teatro da SOIR em Évora, em Romarias um pouco por todo o Norte do País e grandes Festivais de Música Folk e Tradicional como o mítico Andanças da Pé de Xumbo - S. Pedro do Sul e Castelo de Vide, o Arredas Folk - Barcelos, o Castro Galaico - Braga, o MascarArte - Bragança, A Festa do Caldo de Quintandona - Penafiel, o Festival de Música Tradicional de Braga, Die Lange Nacht der Music - Munique, entre outros...

"Num país onde a música tradicional é pouco reconhecida e valorizada, com uma projeção mediática praticamente nula, é de felicitar a constância de tantos anos de trabalho musical do Origem Tradicional, que foi compilando um vasto reportório de recolhas e de temas originais, que assim vão reinventando a tradição.."

Sara Vidal in Sons Vadios

 

Formação

Francisco Serafim

(Percursões)

 Paulo Peixoto

 (Percursões)

Eduardo Castro

(Baixo Acústico)

Carlos Cruz

(Cavaquinho)

Ana Pereira

(Flautas)

Raquel Ferreira

(Voz)

Casimiro Pereira

(Guitarra e Voz)

Pedro Guimarães

(Bandolim e Braguesa)

Ligações

Origem Tradicional  – Oh, Bento Airoso

Origem Tradicional  – Nana para Ingalhar Meninas

Eduardo Coelho

Músico autodidata, inicia o seu percurso musical público em 1987, no Orfeão Universitário do Porto (OUP), integrando as tocatas dos diferentes grupos etnográficos, o que lhe permite entrar em contacto com uma panóplia de cordofones regionais - cavaquinho, viola braguesa, rajão, viola de arame.

Ainda no OUP, entra em contacto com a guitarra portuguesa e os instrumentos da família do bandolim. Torna-se 1.º guitarra do Grupo de Fado Académico do OUP e responsável artístico da Tuna Universitária do Porto, que, sob a sua regência, grava o LP "Acordes, Harpejos, Tainadas e... Beijos!" e que se tornou a primeira tuna portuguesa a ganhar um festival de tunas na vizinha Espanha - o "Múrcia, Costa Cálida", em 1993.

Em 1994 integra o projeto "Vai de Roda". Participa na gravação e nos arranjos do trabalho "Polas Ondas", distinguido em 1997 com o prémio José Afonso para o melhor álbum de música tradicional.

Atualmente, participa regularmente nos espetáculos da Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto, sendo um dos diretores musicais da Tuna Veterana do Porto.

Em 2010 edita, em co-autoria, "Qvid Tvnæ? A Tuna Estudantil em Portugal", a primeira obra publicada em Portugal inteiramente dedicada ao fenómeno das tunas estudantis, de meados do século XIX até 1995. O estudo aborda ainda a génese das tunas no país vizinho e no mundo ibero-americano e o fenómeno mais lato das orquestras de plectro.

Integra a organização do FIGA - Festival Interatlântico da Gaita-de-foles.

Entrevista a Júlio Pereira

Passados 30 anos, Júlio Pereira regressa ao instrumento que se colou à sua imagem de compositor e instrumentista que marcou decisivamente os caminhos da música popular portuguesa – o cavaquinho.

Os temas do seu novo CD - Cavaquinho.PT - são da autoria do compositor, que convida algumas vozes que com ele costumam trabalhar: Uxía, Sara Tavares, Luanda Cozetti.

Mas este não é apenas um regresso ao que já era a reactualização de um instrumento tradicional; antes um passo novo para a história do pequeno cordofone que, a partir do Minho, deu a volta a todos os continentes e hoje se afirma como protagonista da música de todo o mundo.

Para além de ser um produto autónomo de criação musical, que se basta a si próprio, CAVAQUINHO.PT inclui um livro sobre os tempos, modos e lugares em que o pequeno instrumento se foi revelando.

Natalia Juskiewicz

Natalia JuskiewiczNatalia Juskiewicz é uma violinista natural de Koszalin, uma cidade do Norte da Polónia, que reside em Portugal há vários anos. Começou a aprender violino muito cedo, aos sete anos, tendo prosseguido os seus estudos musicais até obter um diploma superior e um mestrado com especialidade em violino clássico, pela Academia de Poznan, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo.

Também na Polónia, iniciou a sua carreira como intérprete solista e integrando orquestras e formações polacas de prestígio internacional que atuaram em várias partes do mundo. Foi durante umas férias que se apaixonou por Portugal e decidiu ficar. Adaptou-se facilmente à língua e à cultura portuguesas e foi desenvolvendo, quer a solo, quer fazendo parte de inúmeras orquestras (Orquestra do Norte, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, entre outras) e grupos musicais, um novo e variado percurso profissional que a levou a viajar intensamente pelo país, onde hoje se sente em casa.

“Um Violino no Fado”

Natalia JuskiewiczEm Outubro de 2010, corolado o processo inicial, "Um Violino no Fado", foi galardoado com o "Prémio Revelação", na XVIII Gala de Leiria, um importante evento cultural que já distinguiu alguns dos maiores artistas nacionais. Mais tarde, em Março de 2011, a convite da Orquestra Chinesa de Macau, este projeto viajou até à China para integrar, com reconhecido sucesso, o espetáculo "Encanto de Portugal", concerto comemorativo dos 500 anos da presença portuguesa no Oriente.

Também o fado "Com Que Voz", um dos temas que integram "Um Violino no Fado", teve a honra de fazer parte do CD Livro "FADO PORTUGAL, 200 ANOS DE FADO", lançado em Julho de 2011 pela editora SevenMuses. Em Novembro do mesmo ano, a violinista integrou, ao lado de Camané, Maria Amélia Proença e Ricardo Ribeiro, entre outros, um elenco de grandes fadistas que atuou na 6ª Gala Amália, justamente no mesmo dia em que o Fado foi considerado Património Imaterial da Humanidade.

Finalmente editado e oficialmente apresentado no Museu do Fado, em Dezembro de 2011, o disco “Um Violino no Fado” tem vindo a encontrar uma excelente resposta, permitindo à artista um gratificante contacto com o público através de atuações em concertos e eventos de prestígio, destacando-se, pelo simbolismo, a exibição para o Presidente da República da Polónia durante a sua recente visita a Portugal.

Ligações

URL: www.nataliajuskiewicz.com

www.facebook.com/natalia.juskiewicz

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